Praia do Crispim
Mais um BV (bate e volta) da turma do Pará, domingão, todo mundo querendo queimar asfalto e brincar em alguma trilha por aí, nada melhor pra desestressar das chateações da semana que passou.
Como sempre nos reunimos no posto Pará Vip e como sempre eu fui o primeiro a chegar, um café preto pra acordar e “pimba”, chuva pra encher o saco, putz... Mas logo cedinho, hum..... Isso não vai ser legal !! Pois é, a chuva acabou por atrasar nossa saída, fiquei esperando os “meninos” chegarem, que por sua vez esperavam a chuva passar para poder sair de casa, e nessa de cada um esperar, demoraaaaaaaaaa !
Enfim, todos chegaram, estão a postos, Breno , Diego e Rafael, todos prontos pra queimar a borracha dos pneus e curtir o vento. Rumamos para Castanhal (70Km) para encontrar o Claudemir que nos aguardava desde cedo tomando sua habitual água de coco, chegamos no posto pombal, local de encontro em Castanhal e fomos tomar nosso café da manhã, afinal sair por aí de barriga vazia não dá e temos ainda uns 80 Km pra percorrer até a chegada à Marudá.
Café da manhã tomado, bucho recheado, lá vamos nós pra estrada, vamos entrar por dentro de castanhal e pegar a rodovia que leva a Marapanim/Marudá, rodovia pavimentada em boas condições de trafegabilidade, o chato é aquele monte de lombadas próximas a cada vilarejo, na entrada e na saída, isso quando não tem no meio também. Foi uma viagem tranqüila apesar da chuvinha que ia e voltava, só pra deixar a gente avisado que quem manda é São Pedro e não adianta reclamar, e se não tiver de roupa impermeável vai ficar molhado, rsrsrsrsrsr. Chegamos a Marudá e nada de paradas, vamo que vamo em frente, virar a direita no trevo que leva ao vilarejo do Crispim, seguir fazendo as curvas da estrada, uma melhor que a outra e pronto, chegamos à beira da praia do Crispim debaixo de uma chuvinha fina e chata, mas... fazer o que ? Primeiro trecho foi cumprido a risca, mesmo com atraso deu pra chegar ainda cedo, aproveitamos pra tomar um refrigerante e dar uma descansada, tirar aquele monte de equipamento, jaqueta, capacete, luvas, etc... e ficar mais leve um pouco, rsrsrsrsrsrs. Todos restabelecidos e tenho uma triste constatação: Minha câmera fotográfica ficou no bolso externo da jaqueta, que não é impermeável, resultado... A MÁQUINA MOLHOU E DEU “PAU”, kkkkkk, na verdade não é minha, é da minha esposa e já vi que vai dar encrenca quando ela souber que quebrei a bichinha !
E estamos lá, olhando a praia, vendo o movimento, curtindo o vento e num piscar de olhos já estamos em cima das motocas doidos pra achar um trecho onde dê pra descer pra areia da praia e “brincar” um pouco, fomos margeando a vegetação e perpendicular à praia e achamos um “caminho”, na verdade uma trilha no meio do mato e da lama que termina em uma pequena elevação (mini duna) de areia e cai dentro da praia e lá vamos nós, primeiro vai o Claudemir como cobaia, depois foi o Rafael, em seguida vai o Diego e eu fico por último pra ver se o Diego passa numa boa, e nada... Diego foi pro chão, a moto dele é a única que tem pneus lisos pra uso On Road e a motoca patinou e o menino não segurou no braço, foi pro chão ! Por sorte nada de grandes prejuízos, apenas um guidão um pouco empenado, um retrovisor quebrado e um bauleto encharcado, depois de ter feito a retirada da moto do Diego da lama junto com a galera, lá fui eu e passei de boa. Na praia demos grandes voltas pela areia e tentamos atravessar para a cidade de Marudá pela praia mesmo, porém não deu, a maré que baixava deixava um canal profundo e com lama e nem pensar arriscar passar com as motos por ali, voltamos pelo mesmo caminho e após sair da praia seguimos para Marudá por asfalto mesmo e fomos almoçar !!
Tudo belezinha, almoçados, descansados, e felizes pelo dia proveitoso mas... ainda tem muito tempo até chegar às 17:00, portanto depois de um tempo pra fazer a digestão e descansar bem, seguimos de volta pras nossas máquinas e fomos catar o que fazer. Depois de umas duas voltas meio perdidos tentando achar um pedaço de trilha pra brincar, veio a idéia de ir pra algum igarapé tomar um banho antes de voltar pra casa. Seguimos o Claudemir e voltamos pra estrada do crispim até a entrada do vilarejo do Bacuriteua, entramos em uma estrada de chão batido e seguimos em frente até passar por uma porteira que dava acesso ao caminho do Igarapé do Bacuriteua, pelo menos esse pedaço tinha uma trilha com um pouco de lama pra gente brincar com as motos derrapando de traseira, rsrsrsrsrsr. Chegamos ao igarapé e demos um jeito de parar as motos e novamente retirar todo o equipamento pra ficar de calção e tomar um banho naquelas águas geladas, aproveitamos Tb pra por as motocas dentro d’água e dar uma lavada nas máquinas que estavam bem sujas de barro, areia da praia e lama. Tudo lavado, todos restabelecidos, tá na hora de voltar pra casa e lá fomos nós de volta pras motocas e vamo que vamo, pegar asfalto e rodar mais 150 Km de volta pra casa.
Mais um fim de semana divertido em companhia de meus camaradas motociclistas.
Até aproxima !!!
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